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No ranking global de inovação, São Paulo lidera na América Latina

Na 49ª posição, São Paulo está à frente da Cidade de México entre os 100 maiores polos globais de inovação da Organização Mundial de Propriedade Intelectual.  Cidades de China, Japão e Estados Unidos estão no topo do ranking

O Brasil garantiu mais uma vez um lugar de destaque no mapa global de inovação traçado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês), a agência das Organização das Nações Unidas (ONU) especializada nessa fronteira.

São Paulo foi novamente a representante do País no Índice Global de Inovação da WIPO, que elege os 100 principais polos globais de inovação. A cidade alcançou a 49ª posição na edição de 2026 do ranking, a mesma registrada no ano passado.

A única companheira latino-americana da capital paulista nessa relação foi a Cidade do México, que figurou na 82ª colocação – uma queda de três posições. Já no topo do ranking, a disputa seguiu concentrada no trio formado por China, Japão e Estados Unidos.

O primeiro lugar ficou com a China, com os polos de Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou. O Japão veio na sequência, com Tóquio e Yokohama, e os Estados Unidos completaram o pódio, com San Jose e São Francisco.

Para chegar à composição do ranking, a WIPO se baseia em três métricas. A primeira delas é a localização dos responsáveis por pedidos de patentes publicados sob o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes da agência.

Nesse quesito, São Paulo totalizou 955 pedidos nos últimos cinco anos – o intervalo incluído nessa relação. Quem liderou esses registros no polo brasileiro foi a Braskem, com 59 patentes, seguida pela Oxiteno, com 19, e pela Natura, com 16.

No detalhe dessa conta, 50% das aplicações de patentes de São Paulo são depositadas em colaboração com outros polos. Rio de Janeiro, Nova York e Filadélfia são os principais locais de colaboração com o “hub” paulista.

Já no que diz respeito às áreas cobertas por essas patentes, quem liderou foi a tecnologia médica, com 10%. Química fina orgânica e Farmacêuticos ficaram empatados na segunda colocação, com 8%, e a Química básica de materiais completou o Top 3, com 7%.

O segundo parâmetro do ranking considera a localização e o volume de produção de artigos científicos. Aqui, São Paulo registrou 51.016 publicações, lideradas, de longe, pela USP, com 7.412 artigos, seguida pela Unifesp e a Unesp, com 1.748 e 480 conteúdos, respectivamente.

A colaboração também marca presença nessa arena, com 80% dos artigos científicos de São Paulo publicados a “quatro mãos”, sendo que os três principais polos parceiros são Rio de Janeiro, Nova York e Boston-Cambridge.

Em relação aos temas abordados, essa produção científica de São Paulo teve como destaque a medicina clínica, com um índice de 13%. Cirurgia e biologia aplicada ficaram na 2ª posição, 10%. E, na terceira colocação, a biologia fundamental, com 9%.

O terceiro e último indicador incluído nessa metodologia é o número de operações e investimentos de capital de risco, mais especificamente, no plano do venture capital. Nessa área, São Paulo contabilizou 1.595 rodadas em cinco anos.

Contudo, se a soma desses três elementos assegurou a São Paulo uma posição “no meio da tabela” do ranking, a inclusão de um outro fator levou a capital paulista para o fim da fila: a intensidade de inovação.

Nessa esfera, o impacto dessa participação global combinada de patentes, publicações científicas e negócios de capital de risco é medido sob uma ótica proporcional à população dessas cidades ou regiões.

No resultado dessa equação, o Brasil cai para a 95ª posição. No caso das aplicações de patentes, a métrica aponta para 36 patentes para cada 1 milhão de habitantes. Nessa mesma base, a produção científica é de 1.268 artigos, enquanto as operações de capital de risco apontam para 85 acordos.

Para se ter a dimensão desse gargalo, San Jose, nos Estados Unidos, que lidera esse ranking por intensidade, contabiliza 7.997 patentes, 8.878 artigos científicos e 2.651 transações de capital de risco por 1 milhão de habitantes.

Fonte: https://neofeed.com.br/inovacao/no-ranking-global-de-inovacao-sao-paulo-lidera-na-america-latina/