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Estudo mostra São Paulo com 86% das cidades mais avançadas em saneamento básico do Brasil

Recursos cresceram 120% após a desestatização da Sabesp, permitindo expansão da distribuição de água e do tratamento de esgoto

O Estado de São Paulo concentra 81 dos 94 municípios brasileiros mais próximos da universalização do saneamento básico. É o que aponta o Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2026, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. O levantamento avaliou 2.558 municípios, que reúnem cerca de 80% da população do país e incluem todas as 27 capitais, com base em dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA).

A categoria “Rumo à universalização”, a mais alta das quatro definidas pelo estudo, enquadra os municípios com nota geral igual ou superior a 489, em uma escala que vai até 500 pontos. Nacionalmente, apenas 3,76% dos municípios foram classificados nessa categoria. Além das 81 cidades de São Paulo, outros estados que aparecem com representantecategoria estão no Paraná (8), em Minas Gerais (3), em Santa Catarina (1) e em Goiás (1). Ao todo, o estado teve 599 municípios avaliados, com mais da metade nas duas faixas superiores do ranking e nenhum classificado no pior nível.

Veja as faixas e quantas cidades do estado estão nelas:

  • “Rumo à universalização”: 81 cidades;
  • “Compromisso com a universalização”: 243;
  • “Empenho para universalização”: 275;
  • “Primeiros passos para a universalização”:

Seis cidades com nota máxima, todas paulistas

Das seis únicas cidades do país que alcançaram a pontuação máxima, de 500 pontos, todas são de São Paulo: Leme, Jales, Santópolis do Aguapeí, Paranapuã, Cardoso e Gastão Vidigal. Com exceção de Leme, todas são atendidas pela Sabesp. Entre os municípios de grande porte, além de Leme, alcançaram a categoria de excelência: Santa Bárbara d’Oeste, Presidente Prudente, Assis, Birigui, Franca, Barretos, Salto, Hortolândia, Araçatuba, Piracicaba, Catanduva, Indaiatuba e Botucatu. A capital, São Paulo, ficou na segunda faixa do ranking, “Compromisso com a universalização”, com 465,56 pontos.

Metodologia

Os autores do estudo estimam as notas a partir de cinco indicadores, que valem até 100 pontos e depois são somados:

  • – atendimento com água;
  • – atendimento com coleta de esgoto;
  • – tratamento de esgoto;
  • – coleta de lixo;
  • – disposição final do lixo.

O ranking mede a proximidade de cada município em relação à meta do Marco Legal do Saneamento. A lei prevê universalizar os serviços no país até 2033, com 99% da população atendida por água tratada e 90% por coleta e tratamento de esgoto.

Meta de universalização antecipada

Com a desestatização da Sabesp, concluída em 2024, a meta de universalização do saneamento em São Paulo foi antecipada de 2033 para 2029, quatro anos antes do prazo previsto no Marco Legal. Para isso, estão previstos cerca de R$ 70 bilhões em investimentos até 2029, parte dos R$ 260 bilhões contratados para toda a concessão, que se estende até 2060.

Em 2025, primeiro ano completo sob controle privado, a Sabesp investiu R$ 15,2 bilhões, ante R$ 6,9 bilhões em 2024. Foi o maior aporte anual da história da companhia e representou alta de 120%. “São Paulo demonstra, mais uma vez, sua liderança nacional em saneamento básico. O ranking evidencia que os investimentos recordes realizados no estado estão se traduzindo em resultados concretos para a população. A antecipação da universalização para 2029, quatro anos antes da meta nacional, mostra que é possível acelerar a expansão dos serviços com planejamento, eficiência e capacidade de investimento. Nosso compromisso é garantir que mais paulistas tenham acesso à água de qualidade, coleta e tratamento de esgoto, promovendo saúde, dignidade e desenvolvimento sustentável”, destacou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende.

Fonte: https://semil.sp.gov.br/2026/06/com-investimentos-recordes-estudo-mostra-sao-paulo-com-86-das-cidades-mais-avancadas-em-saneamento-basico-do-brasil/