Licença do Ibama autoriza derrocagem em três pontos do canal até outubro
A derrocagem, que consiste na retirada de rochas do canal aquaviário do Porto de Santos, iniciará em julho. O serviço, que é indispensável para o aprofundamento do canal aquaviário de 15 para 16 metros, já conta com a Licença de Instalação (LI) concedida à Autoridade Portuária de Santos (APS) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os trabalhos serão realizados pela DTA Engenharia 11 meses após a assinatura do contrato com a APS.
Um estudo recebido pela Autoridade Portuária em 2025 identificou 31 pontos rochosos existentes na entrada, no meio (em frente ao Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais) e no final do estuário, próximo à Ilha Barnabé, além de áreas de acesso e berços de atracação.
Segundo a administração do Porto de Santos, as intervenções ocorrerão entre julho e outubro em três pontos do canal de navegação: Pedra do Barroso, nas proximidades da Ilha Barnabé; Pedra do Itapema, próxima aos terminais de Outeirinhos; e Pedra do Teffé, nas proximidades do terminal de passageiros Concais.
A derrocagem fragmenta e retira rochas que são impossíveis de serem removidas pela dragagem convencional. A emissão da licença assegura que as obras serão realizadas em estrito acordo com as normas ambientais vigentes.
Em entrevista coletiva no Parque Valongo, na quarta-feira, o presidente da APS, Anderson Pomini, comemorou a obtenção da licença ambiental. “A empresa já vai começar as obras. Já conseguiu a licença ambiental para a derrocagem que, justamente, antecede o aprofundamento do canal do Porto de Santos para 16 metros”.
Técnica
De acordo com a APS, antes da fragmentação das rochas, as equipes vão retirar cerca de 12 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados. A técnica empregada nas rochas será a derrocagem “a frio”, que não utiliza explosivos. O método emprega apenas impactos mecânicos controlados por meio de um equipamento chamado trépano. Em seguida, os fragmentos são retirados com uma garra acoplada a uma draga.
O material retirado do fundo do canal terá destinações específicas. Os sedimentos serão levados ao Polígono de Disposição Oceânica (PDO), na quadrícula Q7. Já as rochas serão encaminhadas para áreas nos bairros Alemoa e Saboó e poderão ser reaproveitadas em obras de interesse público, promovendo o uso sustentável dos recursos oriundos da intervenção.
Durante as obras, o tráfego de embarcações poderá sofrer interrupções parciais pontuais nos trechos de intervenção. A operação seguirá protocolos rígidos de segurança marítima e contará com monitoramento ambiental contínuo.
Contrato
A DTA assinou um contrato válido por 18 meses se responsabilizando pela elaboração dos projetos básico e executivo e a retirada do material rochoso cujo volume é estimado em 12 mil m³. O investimento é de aproximadamente R$ 17 milhões.
Autorização
A Autoridade Portuária de Santos (APS) obteve do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a Licença de Instalação (LI) 1.562/2026, que autoriza a remoção de rochas do fundo do canal de navegação do Porto de Santos. A derrocagem fragmenta e retira rochas que são impossíveis de serem removidas pela dragagem convencional.