Representantes do governo japonês conheceram projetos da APS como o abastecimento de navios por etanol e a usina de Itatinga focado na neutralidade de carbono
A Diretoria de Operações e a Superintendência de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da Autoridade Portuária de Santos (APS) receberam uma delegação japonesa do Instituto de Desenvolvimento de Áreas Costeiras Ultramarinas do Japão para tratar de iniciativas voltadas à neutralidade de carbono no setor portuário.
O instituto integra o Ministério da Terra, Transporte e Turismo do Governo do Japão. Na última sexta-feira, a delegação conheceu os projetos de descarbonização em andamento no Porto de Santos, com destaque para o recente abastecimento de navios por etanol, o fornecimento de energia elétrica a rebocadores atracados no cais e a concessão da Usina Hidrelétrica de Itatinga, em Bertioga, que tem projeto para a produção de hidrogênio verde, entre outros.
O setor portuário viabiliza mais de 99% do comércio japonês, por meio dos portos de Kure, Osaka, Chiba e Tóquio. A meta do Japão é chegar em 2025 com zero emissão líquida de carbono. Em 2024, o Japão reduziu em 28,7% suas emissões em relação ao ano de 2013.
Para tanto, o Japão promoveu 387 estudos em 77 países para desenvolver projetos de parceria nesta área e também estreitar as relações de amizade entre os povos.
O Japão precisa de hidrogênio e amônia produzidos fora de suas fronteiras para incrementar iniciativas de redução de carbono. “O intercâmbio tecnológico entre o Porto de Santos e o instituto japonês será tema dos próximos encontros com a APS”, afirma a gestora do porto.
Simulado de vazamento
Acontece no Porto de Santos, na manhã desta quarta-feira (28), exercício simulado de atendimento a emergência no Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), localizado no estuário, em frente à área da Alemoa.
O cenário prevê um vazamento de gás natural, com evolução simulada para um incêndio. O treinamento, realizado pelo terminal, irá mobilizar mais de 60 profissionais e contará com a participação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Defesa Civil. O objetivo do exercício é treinar a interação com os órgãos participantes e preparar os integrantes das equipes de emergência para casos de ocorrência real. O treinamento acontece nas instalações da Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU), principal estrutura do TRSP.