Relatório destaca inteligência artificial, transição energética e reorganização das cadeias globais
Transformar recursos, conhecimento e tecnologia em capacidade produtiva será um dos desafios do Brasil até 2040. O cenário foi apresentado reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) realizada na quarta-feira (7/10) e dirigida por seu presidente, Sylvio Gomide.
Segundo o superintendente de Competitividade Industrial e Inovação da Fiesp, Renato Corona, que apresentou o estudo Macrotendências Mundiais 2040, a aceleração da inteligência artificial e da automação, a transição energética e a disputa por minerais críticos estão entre as mudanças com maior impacto para a indústria.
“A expansão dessas tecnologias aumenta a demanda por energia, infraestrutura e novas competências, ao mesmo tempo em que exige inovação, qualificação profissional e maior resiliência das empresas”, afirmou Corona.
A reorganização das cadeias globais também muda os critérios de competitividade. Regionalização, nearshoring, rastreabilidade ambiental e segurança no acesso a insumos ganham espaço, enquanto tarifas e incentivos voltam às estratégias industriais de vários países.
Para o Brasil, o estudo aponta oportunidades em energia limpa, biocombustíveis, minerais críticos, agroindústria e mobilidade verde. Transformar essas vantagens em protagonismo, porém, exige avançar além da extração de recursos e ampliar a capacidade produtiva e tecnológica.
Na inteligência artificial, por exemplo, o impacto dependerá não apenas da adoção das ferramentas, mas da capacidade das empresas de desenvolver competências, gerar conhecimento e transformá-lo em inovação e produtividade.