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Exportações da RMC no primeiro trimestre têm melhor resultado desde 2013

Valor acumulado entre janeiro e março deste ano foi 3,23% maior do que o do mesmo período de 2025

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) atingiu US$ 1,28 bilhão (R$ 6,48 bilhões) em exportações no primeiro trimestre deste ano, o segundo melhor resultado para o período em 14 anos. O valor acumulado entre janeiro e março foi 3,23% maior do que o US$ 1,24 milhão (R$ 6,28 bilhões) de igual período de 2025 e foi inferior apenas ao US$ 1,31 bilhão (R$ 6,63 bilhões) de 2023, revelaram os dados da Comex Stat, plataforma da balança comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A série histórica foi iniciada em 2013.

O levantamento mostrou ainda que as importações no primeiro trimestre somaram US$ 4,07 bilhões (R$ 20,59 bilhões), também o segundo maior montante. Ele representou uma pequena redução de 0,59% em relação aos US$ 4,1 bilhões (R$ 20,74 bilhões) do ano passado, o recorde do acumulado de janeiro a março.

Para a economista Ariane Benedito, a RMC está acompanhando a tendência nacional de reconfiguração nos países fornecedores, com a China reforçando a figura de principal parceiro econômico do país. A participação do país asiático nas importações passaram de 27,32% pra os atuais 31,27%, ocupando o primeiro lugar no ranking. Já os Estados Unidos permanecem na segunda colocação, mas com queda de 16,53% para 14,36%.

Esse é um sinal claro de substituição de fornecedores, acelerada pelo ambiente tarifário criado pelo governo Trump e pelo redirecionamento de cadeias que o conflito geopolítico reforçou”, avaliou a economista. A Comex Start mostrou também alterações na participação nas exportações da Região Metropolitana.

O mercado estadunidense segue como principal destino das vendas das empresas da Região Metropolitana, mas a representatividade caiu de 27,32% no acumulado de 2025 para 19,41% este ano. A Argentina segue na segunda posição do ranking, mas as exportações representaram 11,53% em 2026, contra 13.76% no passado. Por outro lado, as vendas aumentaram para os Países Baixos, terceira colocado na lista. Elas passaram de 5,55% do total para 7,59%.

INVESTIMENTO

Como os resultados, a balança comercial da RMC fechou o primeiro trimestre com o déficit de US$ 2,79 bilhões (R$ 14,11 bilhões). O resultado representou uma queda de 2,45% em comparação aos US$ 2,86 bilhões (R$ 16,62 bilhões) de janeiro a março de 2025. Mesmo assim, foi o segundo maior saldo negativo da série história apontada pela Comex Stat. Ele ficou abaixo apenas do resultado do período em 2025, que é recorde.

Apesar da variação no destino das vendas ao exterior, uma multinacional de insumos para a fabricação de produtos nutricionais e defensivos agrícolas, com sede nacional em Campinas, tem investido para aumentar as exportações para a América do Sul, em especial a Argentina, Chile e Bolívia. A empresa investiu US$ 10 milhões (R$ 50,6 milhões) para se instalar no Brasil no final de 2023, com o foco em atender o mercado nacional e também a exportação. “A projeção na América Latina é de expressivo crescimento orgânico e através de aquisições. Para suportar todo esse avanço, faremos aquisições e contratações ao longo dos próximos anos”, afirmou o presidente da companhia, Vitor Raposo.

“Nosso foco no Brasil é nas culturas intensivas, irrigáveis e em cana-de-açúcar. Estamos desenvolvendo as linhas de nutrição, defensivos e biológicos, traremos soluções inéditas e protegidas por patente, que irão contribuir para uma agricultura moderna e sustentável”, acrescentou. A empresa tem seis unidades fabris no mundo, empregando em torno de 1,8 mil funcionários, em torno de 250 produtos no mercado e já ultrapassou a marca das 380 patentes.

A entrada da multinacional no Brasil foi o primeiro passo na estratégia de expansão por todo o mercado latinoamericano. De 1995 até 2021, a empresa cresceu 22%, mas a projeção para 2025 era de aumento de 15%, mas o balanço do ano fiscal ainda não foi fechado. Uma das estratégias da empresa é se colocar como alternativa para mitigar o risco de dependência da China.

Fonte: https://correio.rac.com.br/campinasermc/exportac-es-da-rmc-no-primeiro-trimestre-tem-melhor-resultado-desde-2013-1.1792903