Levantamento que apurou o PIB do agronegócio de São Paulo corrobora a liderança do estado na agroindústria do Brasil: hoje SP tem uma participação de 32,7% no setor
Após um ano marcado por condições climáticas adversas e volatilidade de preços, o PIB do agronegócio paulista totalizou R$ 657,6 bilhões em 2024, o que corresponde a um crescimento de 4,0% em relação a 2023 e 24,0% de participação no PIB do agronegócio brasileiro. Considerando o desempenho do PIB total do estado, a participação do agronegócio foi de 18,9% em 2024, percentual relativamente estável ao observado no ano anterior. Os dados são do levantamento Produto Interno Bruto do Agronegócio Paulista, calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). De acordo com a apuração das entidades, o segmento agroindustrial foi um dos principais motores do agronegócio paulista, ao avançar 6,9%, assim como o setor de agrosserviços, que registrou alta de 7,8%.
Segundo dados do estudo, a agroindústria paulista corresponde a 32,7% da agroindústria brasileira, o que coloca São Paulo como o estado líder no setor. O crescimento registrado em 2024 foi impulsionado principalmente pelo avanço de 27,5% das atividades de base pecuária, embora as de base agrícola também tenham apresentado expansão de 4,4%.
O diretor do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Roberto Betancourt, explica que na indústria pecuária, o PIB aumentou em razão do maior abate de bovinos, suínos e aves, além da elevação na produção de pescados, enquanto os laticínios registraram queda em volume. “Também houve aumento dos preços médios, embora a maior oferta de bovinos e pescados tenha limitado essa alta”, complementa o empresário.
De acordo com apuração feita pela Fiesp, a valorização da carne bovina foi impulsionada pelo fortalecimento da demanda interna, favorecida pela melhora no mercado de trabalho. No plano externo, as exportações de carne bovina atingiram maiores volumes, impulsionadas pela menor disponibilidade de carne em países concorrentes, o que favoreceu especialmente os frigoríficos paulistas mais integrados ao comércio internacional. Nesse contexto, mesmo com custos de produção mais elevados, o segmento industrial da carne bovina em São Paulo conseguiu sustentar margens positivas e ampliar o processamento, contribuindo positivamente para o crescimento do setor em 2024.
Segundo dados do estudo, a agroindústria paulista corresponde a 32,7% da agroindústria brasileira, o que coloca São Paulo como o estado líder no setor. O crescimento registrado em 2024 foi impulsionado principalmente pelo avanço de 27,5% das atividades de base pecuária, embora as de base agrícola também tenham apresentado expansão de 4,4%.
O diretor do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Roberto Betancourt, explica que na indústria pecuária, o PIB aumentou em razão do maior abate de bovinos, suínos e aves, além da elevação na produção de pescados, enquanto os laticínios registraram queda em volume. “Também houve aumento dos preços médios, embora a maior oferta de bovinos e pescados tenha limitado essa alta”, complementa o empresário.
De acordo com apuração feita pela Fiesp, a valorização da carne bovina foi impulsionada pelo fortalecimento da demanda interna, favorecida pela melhora no mercado de trabalho. No plano externo, as exportações de carne bovina atingiram maiores volumes, impulsionadas pela menor disponibilidade de carne em países concorrentes, o que favoreceu especialmente os frigoríficos paulistas mais integrados ao comércio internacional. Nesse contexto, mesmo com custos de produção mais elevados, o segmento industrial da carne bovina em São Paulo conseguiu sustentar margens positivas e ampliar o processamento, contribuindo positivamente para o crescimento do setor em 2024.
Segundo o diretor do Agronegócio da Fiesp, na agroindústria de base agrícola, o crescimento do PIB foi favorecido pela alta nos preços reais, com destaque para o café e os sucos, mesmo em um cenário de menor produção no ramo, especialmente nas indústrias de etanol e açúcar. “Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que a diminuição da oferta de matéria-prima aliada à menor competitividade do etanol frente ao açúcar causou uma redução no volume total de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar em São Paulo”, destaca Betancourt.
O dinamismo do setor de agrosserviços
O crescimento da agroindústria paulista foi acompanhado pelo vigor dos agrosserviços, com destaque para o salto de quase 30% no suporte à pecuária. Mesmo com um ritmo mais moderado, os serviços agrícolas também cresceram (3,3%). “Tal dinamismo evidencia como o progresso nos processos industriais, antes e pós porteira, acaba por tracionar toda a demanda por serviços especializados”, esclarece Betancourt.
O setor de agrosserviços contempla atividades como armazenagem e transporte, comercialização, serviços financeiros, assistência técnica, consultorias, serviços contábeis e administrativos, entre outros que dão suporte às fases de produção, processamento e distribuição de produtos agropecuários. Isto é, ainda que não gere bens tangíveis diretamente, esse segmento viabiliza o funcionamento e a competitividade das cadeias do agronegócio.
O avanço dos agrosserviços pecuários esteve relacionado ao desempenho da pecuária no estado de São Paulo, em especial nos segmentos de carne bovina, suína e de frango, que registraram aumentos históricos de produção e exportação. A maior movimentação de animais para abate, o aquecimento da demanda externa e o aumento dos volumes processados pelas indústrias frigoríficas elevaram a necessidade de serviços.
Já os agrosserviços agrícolas apresentaram crescimento mais moderado, refletindo o contexto do ramo agrícola em 2024, que enfrentou retração na produção primária e industrial de importantes culturas. Ainda assim, o desempenho positivo dos serviços relacionados ao ramo agrícola apresentou uma capacidade de adaptação e de continuidade das operações logísticas, comerciais e de suporte técnico. Em estados como São Paulo, a produção de grãos e a agroindústria de base agrícola, como sucos, café e óleos vegetais, mantiveram elevada a demanda por serviços de apoio como de armazenagem, transporte, exportação e serviços especializados.
Confira o levantamento PIB do Agronegócio do Estado de São Paulo na íntegra.