As exportações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 819,9 milhões em abril de 2026, refletindo crescimento de 21,1% em comparação com o mesmo mês de 2025 (US$ 677 milhões). Esse crescimento foi influenciado, principalmente, pelo aumento de 81,8% nas exportações de Equipamentos Industriais, com destaque para os aparelhos para filtrar ou depurar gases, cujas vendas externas passaram de US$ 4,2 milhões em abril de 2025 para US$ 110 milhões em abril de 2026, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). A entidade faz a ressalva que as exportações de aparelhos para filtrar gases registradas em abril de 2026 foram pontuais e com montante muito superior ao verificado nos demais meses deste ano, cuja média estava em US$ 3,6 milhões.
As vendas externas eventuais destes aparelhos acabaram por influenciar os resultados das exportações do total do setor eletroeletrônico. Ao excluir apenas esses itens da análise, as exportações dos demais produtos do setor cresceram 5,5% em abril de 2026 em relação ao igual período de 2025.
As exportações da área de Equipamentos Industriais, excluindo os aparelhos para filtrar gases, aumentaram 3,1% em abril de 2026 comparadas com abril de 2025, com destaque para os motores e geradores (+10%).
As exportações de Automação Industrial aumentaram 44,1%, influenciadas pelo acréscimo de 93% nas vendas externas de instrumentos de medida, que somaram US$ 39 milhões. Cresceram também as exportações de Bens de Informática (+10,7%) e de Componentes Elétricos e Eletrônicos (+9%), com destaque para as máquinas para processamento de dados (+47%) e para os componentes para equipamentos industriais (+23%), respectivamente.
Por outro lado, as vendas externas de produtos das demais áreas caíram. As maiores taxas de retração foram da área de Material Elétrico de Instalação (-24,2%) e de Utilidades Domésticas (-17,4%), influenciadas pelas exportações de disjuntores (-33%) e de refrigeradores (-60%).
As exportações de Bens de Telecomunicações caíram 8,7% e de itens de GTD – Geração, Transmissão, Distribuição e Armazenamento de Energia Elétrica recuaram 4,8%. Nestes casos, foram observadas quedas nas vendas externas de equipamentos de comutação privada (-79%) e de painéis e quadros (-79%), respectivamente.
Ao comparar as exportações totais de produtos elétricos e eletrônicos com o mês imediatamente anterior, houve elevação de 14%.
IMPORTAÇÕES – As importações de produtos do setor aumentaram 6,9% em abril de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando US$ 4,2 bilhões. Quase todas as áreas registraram aumento nas importações, com queda apenas em GTD (-41,3%). A retração nas compras externas de GTD resultou, principalmente, do recuo de 55% nos módulos fotovoltaicos e da redução de 51% nos
grupos eletrogêneos.
Por outro lado, as importações de Material Elétrico de Instalação cresceram 30,7% e de itens de Telecomunicações aumentaram 26%.
No primeiro caso, destacou-se o incremento de 46% nas importações de luminárias com fontes de luz Led, e em Telecomunicações, a expansão de 73% nas compras externas de telefones celulares.
Em seguida, foi observado acréscimo de 22,4% nas importações de Bens de Informática influenciado pela elevação de 66% nas unidades de memórias.
Ainda na área de Informática, destaca-se que as importações de máquinas para processamento de dados totalizaram US$ 114 milhões, montante significativamente inferior aos US$ 260 milhões registrados em março deste ano. Com esse resultado, as importações desses equipamentos retornaram a um patamar mais alinhado ao observado nos dois primeiros meses do ano, quando se situaram em torno de US$ 117 milhões.
As importações de Utilidades Domésticas cresceram 21,4%, impulsionadas pelo aumento de 172% nas compras externas de equipamentos de áudio e vídeo.
As importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos somaram US$ 2,2 bilhões, 9,5% acima das ocorridas em abril do ano passado. Este resultado contou com a ampliação de 56% nas importações de semicondutores, que somaram US$ 738 milhões.
A área de Automação Industrial registrou crescimento das importações de 3,7%, enquanto Equipamentos Industriais cresceu 2,5%, com destaque para os sistemas eletrônicos prediais (+26%) e acumuladores (+49%), respectivamente. Ao comparar com março de 2026, as importações de bens do setor recuaram 9,4%.
QUADRIMESTRE – No acumulado de janeiro a abril de 2026, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 2,6 bilhões, resultado 6% acima do verificado em igual período de 2025 (US$ 2,5 bilhões).
As exportações de itens de Automação Industrial aumentaram 21,4%, influenciadas pela elevação de 23% nos instrumentos de medida (US$ 118 milhões), quinto produto mais exportado do setor.
As exportações de Equipamentos Industriais cresceram 16,9% devido ao aumento excepcional das vendas externas de aparelhos para filtrar gases em abril. Esse desempenho impactou o resultado do setor tanto no mês, quanto no acumulado dos primeiros quatro meses do ano.
Ao excluir apenas os aparelhos para filtrar gases, as exportações dos demais itens da área de Equipamentos Industriais recuaram 6% no acumulado de janeiro a abril de 2026 comparado ao igual período de 2025.
Ainda na área de Equipamentos Industriais, as exportações de motores e geradores somaram US$ 206 milhões, 4% abaixo das verificadas no mesmo período do ano passado. Mesmo com essa queda, os motores e geradores ficaram na 4ª posição entre os principais produtos exportados do setor.
As exportações de itens de GTD (+13,2%) contaram com a expansão de 18% nas vendas externas de transformadores, que totalizaram US$ 343 milhões, principal produto exportado do setor. A Abinee destaca que deste total, US$ 273 milhões, ou seja, 79% das vendas externas de transformadores foram destinadas para os Estados Unidos.
As exportações de Componentes Elétricos e Eletrônicos somaram US$ 968,4 milhões, 0,7% acima das ocorridas em janeiro a abril de 2025. Os principais destaques foram as vendas externas de eletrônica embarcada (US$ 253 milhões) e componentes para equipamentos industriais (US$ 213 milhões). Estes itens ocuparam a 2ª e a 3ª posição entre os mais exportados do setor.
As demais áreas registraram queda nas exportações, com destaque para os itens de Telecomunicações (-18,7%) e Utilidades Domésticas (-16,9%). No primeiro caso, foram observadas reduções nas vendas externas de cabos para telecomunicações (-72%) e de comutação privada (-68%). Em Utilidades Domésticas, destacou-se o recuo de 56% nas exportações de refrigeradores.
As vendas externas de Material Elétrico de Instalação caíram 4,9%, influenciadas pela redução de 28% nas exportações de disjuntores.
Em Bens de Informática, as exportações diminuíram 0,7%, com comportamentos distintos entre os seus principais produtos, tais como queda de 45% nas vendas externas de cartões inteligentes – smart cards e aumento de 24% nas máquinas de processamento de dados. As máquinas para processamento de dados ocuparam a 9ª posição entre os principais produtos exportados do setor.
IMPORTAÇÕES – As importações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 16,8 bilhões no acumulado de janeiro a abril de 2026, resultado 2% acima do registrado no igual período do ano passado (US$ 16,4 bilhões).
Com exceção de GTD (-32,8%) e Equipamentos Industriais (-2,7%), as demais áreas apontaram aumento nas importações.
A maior taxa de crescimento foi da área de Informática (+16,2%), impulsionada pela elevação de 35% nas importações de unidades de memória e de 24% nas máquinas para processamento de dados.
As importações de máquinas para processamento de dados totalizaram US$ 608 milhões, ocupando a 6ª posição entre os produtos mais importados do setor.
As importações de Automação Industrial cresceram 6,3%, com destaque para a expansão nas compras externas de aparelhos de raio X, que passaram de US$ 7 milhões em janeiro a abril de 2025 para US$ 22 milhões em igual período deste ano.
Ainda em Automação Industrial, as importações de instrumentos de medida somaram US$ 882 milhões, 5º produto mais importado do setor.
As importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos (+5,4%) somaram US$ 8,6 bilhões, representando 52% do total importado pelo setor. Entre os seus itens, destacaram-se os semicondutores (US$ 2,7 bilhões), componentes para informática (US$ 1,2 bilhão), eletrônica embarcada (US$ 1,1 bilhão) e componentes para telecomunicações (US$ 949 milhões), principais produtos importados do setor.
As importações de Utilidades Domésticas cresceram 4,2%, seguidas de Material Elétrico de Instalação (+3,2%) e itens de Telecomunicações (+0,9%).
Nestes casos, os principais destaques foram as elevações nas importações de autorrádios (+22%), luminárias (+52%) e telefones celulares (+30%), nesta mesma ordem.
Por outro lado, a maior taxa negativa ocorreu nas importações de itens de GTD (-32,8%), influenciada, principalmente, pelo recuo de 57% nas compras externas de módulos fotovoltaicos, que diminuíram de US$ 719 milhões para US$ 311 milhões, no acumulado dos primeiros quatro meses de 2026. Essa retração contou com uma base forte de comparação, visto que as importações de módulos fotovoltaicos apontaram crescimentos bastante expressivos nos últimos anos.
As importações de Equipamentos Industriais caíram 2,7% decorrentes da redução de 23% nas compras externas de conversores estáticos para acionamentos de motores, que passaram de US$ 328 milhões para US$ 254 milhões no período citado.
BALANÇA COMERCIAL – No acumulado de janeiro a abril de 2026, a balança comercial de produtos elétricos e eletrônicos registrou déficit de US$ 14,1 bilhões, 1,3% acima do apontado no mesmo período de 2025 (US$ 13,9 bilhões).
Este resultado foi influenciado pelo acréscimo de 2% nas importações, que atingiram US$ 16,75 bilhões. Já as exportações aumentaram 6%, somando US$ 2,65 bilhões.