Banco de dados aberto elaborado por Centro de Pesquisa Aplicada da FAPESP reduz barreiras para a viabilização de inovações tecnológicas
O Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) lançou o Observatório de Normas, uma plataforma digital gratuita com o objetivo de auxiliar pesquisadores e inovadores na aplicação de normas técnicas na corrida por soluções para a transição energética.
O RCGI é um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) constituído com apoio da FAPESP, da Shell e participação de outras empresas, com sede na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).
A ferramenta funciona como um banco de dados que correlaciona normas internacionais com metas climáticas brasileiras do Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), tecnologias de baixo carbono e projetos internos do RCGI.
Com o apoio da inteligência artificial, o Observatório facilita a busca e a compreensão das normas, promovendo uma abordagem multidisciplinar e estratégica da inovação. O objetivo é reduzir barreiras técnicas e possibilitar o desenvolvimento de soluções alinhadas aos padrões globais. “Muitas vezes, o desconhecimento sobre normas aplicáveis pode atrasar ou inviabilizar inovações promissoras. Queremos mudar essa realidade”, afirma Alexandre de Barros Gallo, pesquisador do RCGI e líder do projeto.
A plataforma oferece diferentes formas de pesquisa, por palavras-chave, temas específicos como os ODS ou filtros combináveis. “Isso permite que os usuários encontrem rapidamente os documentos mais relevantes para suas áreas de atuação. A base já reúne mais de cem normas e está em constante expansão, com previsão de incluir padrões da ABNT e do Comitê Europeu”, conta Gallo.
Os pesquisadores reforçam que as normas não devem ser vistas como obstáculos, mas como guias estratégicos que indicam caminhos mais seguros e eficientes para a inovação. “O Observatório foca em normas técnicas – documentos de aplicação voluntária que estabelecem boas práticas – e não em legislação. Ao facilitar o acesso a esse conhecimento, aceleramos o desenvolvimento tecnológico e alinhamos as inovações brasileiras aos padrões internacionais”, destaca Eduardo Guedes, pesquisador do RCGI.