Em janeiro de 2026, foram arrecadados US$ 32,8 milhões com vendas para fora do Brasil
As empresas de Americana registraram no último mês o maior valor em exportações para janeiro desde 2012. Ao todo, em janeiro de 2026, foram arrecadados US$ 32,8 milhões com vendas para fora do Brasil. Os dados foram levantados pelo LIBERAL por meio da plataforma Comex Stat, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Segundo o levantamento, o montante obtido em janeiro deste ano foi 0,5% maior em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram contabilizados US$ 32,6 milhões.
Nos últimos anos, a cidade verificou um aumento nas vendas para outros países. Para se ter uma ideia, a média entre 2013 e 2024 foi de US$ 15,7 milhões. Além disso, a arrecadação de 2026 é a maior desde janeiro de 2012, quando foram registrados US$ 34,3 milhões.
Ao LIBERAL, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Americana Rafael de Barros destacou a importância das exportações para a disponibilidade de empregos e para a economia do município.
“Quando você faz uma exportação, você na verdade está pegando dinheiro externo e trazendo para dentro da cidade. Ter balança comercial positiva indica que você tem mais entrada de dinheiro do que saída”, disse.
“Por exemplo, uma empresa que vende R$ 20 milhões a mais para um mercado que não é o nosso, ela está produzindo esses R$ 20 milhões. Ela vai empregar pessoas para produzir esses R$ 20 milhões, ela vai pagar tributos desses R$ 20 milhões que vão voltar para cidade e, se está dando certo, esse produtor fica na cidade”, explicou.
Outro benefício citado pelo secretário é um possível aumento na resiliência dessas empresas, já que elas diversificam a cartela de clientes e sofrem menos com as oscilações do mercado interno.
Ainda conforme o levantamento, o resultado de Americana em janeiro de 2026 foi impulsionado pelas vendas de catalisadores à Alemanha e à Bélgica, totalizando US$ 19,5 milhões, e de pneus para 14 países, com US$ 7,3 milhões.
No município, os principais produtores desses insumos são as multinacionais Umicore e Goodyear, respectivamente.
O segmento têxtil, historicamente reconhecido pela força na cidade, exportou apenas R$ 171,2 mil. De acordo com Rafael, há um trabalho para que indústrias de diversos segmentos, principalmente o têxtil, comercializem produtos fora do País.
“A gente tem uma previsão que, com a reforma tributária, uma parte da nossa indústria se tornará mais capaz de exportar e se tornará mais competitiva no mercado interno. Temos trabalhado isso principalmente no têxtil. É um trabalho a longo prazo”, comentou.