<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sustentabilidade &#8211; InvestSP</title>
	<atom:link href="https://investsp.org.br/noticias/tag/sustentabilidade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://investsp.org.br</link>
	<description>Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade</description>
	<lastBuildDate>Fri, 19 Jun 2026 18:22:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.2</generator>

<image>
	<url>https://investsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/favicon-150x150.png</url>
	<title>Sustentabilidade &#8211; InvestSP</title>
	<link>https://investsp.org.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Universalização do saneamento: SP Conecta destaca planejamento</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/universalizacao-do-saneamento-sp-conecta-destaca-planejamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 18:22:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum SP Conecta]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56921</guid>

					<description><![CDATA[Durante painel sobre saneamento rural, especialistas defenderam a atuação integrada entre poder público Governança, planejamento de longo prazo e segurança jurídica foram citados como fatores centrais para garantir a universalização do saneamento básico no estado de São Paulo, especialmente nas áreas rurais e mais vulneráveis. O tema esteve no centro dos debates do painel “Saneamento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Durante painel sobre saneamento rural, especialistas defenderam a atuação integrada entre poder público</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Governança, planejamento de longo prazo e segurança jurídica foram citados como fatores centrais para garantir a universalização do saneamento básico no estado de São Paulo, especialmente nas áreas rurais e mais vulneráveis. O tema esteve no centro dos debates do painel “Saneamento rural e inclusão: soluções para municípios de pequeno porte”, que encerrou nesta terça-feira (17) a programação do Fórum SP Conecta: Economia Verde, Saneamento e Resiliência Hídrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), com apoio da InvestSP, o evento reuniu representantes do poder público, investidores, empresas, academia, especialistas e organizações da sociedade civil para discutir soluções, inovação, financiamento verde e oportunidades de investimento voltadas ao desenvolvimento sustentável e à competitividade ambiental paulista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na abertura do painel, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, destacou a importância de ampliar o olhar para as populações que vivem em regiões historicamente menos atendidas pelos serviços públicos. “Primeiro, precisamos trazer dignidade para essas populações, ter um olhar de Estado e enxergá-las”, afirmou. Em seguida, reforçou a necessidade da atuação conjunta entre diferentes setores para superar os desafios do saneamento. “Temos desafios muito complexos no estado de São Paulo, o mais pujante da nação, e que ainda tem muito potencial. Acreditamos que, reunindo todos os atores dentro deste contexto, cada qual em seu papel, debatendo de forma franca, transparente e estruturada, conseguiremos resolver os problemas de maneira efetiva.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O painel contou ainda com a participação de Carlos Almiro de Magalhães Melo, diretor de Relações Institucionais, Sustentabilidade e Riscos da BRK; Pedro Prádanos Zarzosa, CEO da Veolia Brasil; e Eliana Kitahara, articuladora do G9 Saneamento Rural nas Entidades do Setor de Saneamento. A mediação foi conduzida por Cintia Torquetto, gerente de Relações Institucionais e Comunicação do Instituto Trata Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o debate, Pedro Zarzosa ressaltou que os desafios do saneamento rural exigem abordagens diferentes das adotadas nos centros urbanos. Segundo ele, a principal barreira está na construção de modelos de governança capazes de viabilizar soluções técnicas e financeiras adequadas à realidade dessas regiões. “O principal desafio é a governança. Precisamos buscar soluções de desenvolvimento e financiamento que considerem as especificidades do meio rural. A regionalização é um caminho importante para isso”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Representando a experiência prática desenvolvida em comunidades rurais e quilombolas do Vale do Ribeira, Eliana Kitahara destacou a importância da participação das populações locais na construção das soluções. “A participação ativa desses moradores é fundamental, porque são eles que conhecem o território. Precisamos de modelos de gestão compartilhada específicos para essas comunidades”, afirmou. Ainda, durante sua fala, Eliana destacou que o saneamento rural ainda carece de maior prioridade nas políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Carlos Melo enfatizou a necessidade de estabilidade regulatória e segurança jurídica para garantir investimentos de longo prazo e o sucesso dos contratos de concessão. “Se não houver contratos estáveis e previsibilidade, dificilmente os projetos avançam. As empresas precisam de segurança que perpasse governos, além de coordenação entre todos os agentes envolvidos”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O saneamento rural no estado de SP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora represente cerca de 3% da população paulista, o contingente, de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas, que vive em áreas rurais enfrenta desafios específicos relacionados à dispersão geográfica e à baixa densidade populacional, fatores que dificultam a adoção dos modelos convencionais de saneamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para enfrentar essa realidade, o Governo de São Paulo vem estruturando uma estratégia voltada à universalização também nessas regiões. Um dos principais instrumentos é o Programa Brotar, desenvolvido pela Semil em parceria com a Sabesp, responsável pela realização do Censo Rural do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa prevê o mapeamento de aproximadamente 820 mil domicílios e estruturas rurais em 371 municípios da URAE 1. Desde o início da execução, em abril de 2025, mais de 545 mil imóveis já foram mapeados e cerca de 120 mil visitados por equipes de campo. O levantamento permitirá a construção de um diagnóstico detalhado sobre o acesso à água e ao esgotamento sanitário, subsidiando investimentos e a definição de tecnologias adequadas para cada realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, o programa Água é Vida, iniciativa da Semil, já implantou 805 Unidades Sanitárias Individuais de Esgotamento (USIs) em municípios paulistas, além de atender comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais autorizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia estadual está alinhada ao Novo Marco Legal do Saneamento, que estabelece a universalização dos serviços até 2033. Em São Paulo, a meta foi antecipada para 2029 nos municípios atendidos pela Sabesp, graças aos investimentos previstos após a desestatização da companhia. Ao todo, estão programados R$ 69 bilhões em investimentos até 2029 e R$ 260 bilhões até 2060, incluindo a ampliação dos serviços para áreas rurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos municípios não operados pela Sabesp, o Governo do Estado atua por meio do programa UniversalizaSP, oferecendo suporte técnico às prefeituras para garantir o cumprimento das metas nacionais de cobertura de água e esgoto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre o Fórum SP Conecta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fórum SP Conecta é um desdobramento da Agenda SP+Verde, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo voltada à promoção de políticas, projetos e investimentos alinhados à sustentabilidade, à transição ecológica e ao desenvolvimento econômico sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Realizado nos dias 16 e 17 de junho, o Fórum SP Conecta integrou as ações do Mês do Meio Ambiente e reuniu lideranças dos setores público e privado para debater caminhos para o desenvolvimento sustentável, a resiliência hídrica e a economia verde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro dia, os debates foram voltados à agenda da economia verde, abordando temas como restauração ambiental, mercado de carbono, ativos ambientais, inovação, pesquisa aplicada e oportunidades para ampliar a competitividade paulista na transição para uma economia de baixo carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://semil.sp.gov.br/2026/06/universalizacao-do-saneamento-sp-conecta-destaca-governanca-e-planejamento-como-pilares/">https://semil.sp.gov.br/2026/06/universalizacao-do-saneamento-sp-conecta-destaca-governanca-e-planejamento-como-pilares/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projetos estruturados são chave para ampliar investimentos em segurança hídrica</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/projetos-estruturados-sao-chave-para-ampliar-investimentos-em-seguranca-hidrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:47:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum SP Conecta]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56878</guid>

					<description><![CDATA[Representantes do Governo de São Paulo, Sabesp, IFC e iniciativa privada destacam carteira de obras, soluções baseadas na natureza e novos modelos de financiamento para enfrentar os desafios climáticos Planejamento de longo prazo, projetos estruturados e diferentes fontes de financiamento foram apontados como elementos fundamentais para garantir a segurança hídrica diante dos desafios impostos pelas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Representantes do Governo de São Paulo, Sabesp, IFC e iniciativa privada destacam carteira de obras, soluções baseadas na natureza e novos modelos de financiamento para enfrentar os desafios climáticos</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Planejamento de longo prazo, projetos estruturados e diferentes fontes de financiamento foram apontados como elementos fundamentais para garantir a segurança hídrica diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. O tema foi debatido nesta quarta-feira (17), durante o painel “Segurança hídrica como agenda de investimento: onde estão os projetos?”, realizado no SP Conecta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moderado pela jornalista Beatriz Bulla, o encontro reuniu o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini; o CEO da re.green, Thiago Picolo; o Head de Investimentos em Infraestrutura no Brasil da International Finance Corporation (IFC), João Carneiro; e o diretor de Relações Contratuais e Institucionais da Sabesp, João Paulo Tavares Papa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao responder sobre os investimentos mais urgentes e estratégicos para ampliar a segurança hídrica no Estado, Rafael Benini destacou uma carteira de projetos voltada tanto à ampliação da oferta de água quanto à melhoria da drenagem urbana. “Temos vários projetos grandes para serem lançados. O primeiro é a questão do desassoreamento dos rios Pinheiros e Tietê. Estamos falando de mais de R$ 10 bilhões em investimentos por meio de uma parceria público privada. Vejo esse projeto como um projeto de resolução da drenagem da Região Metropolitana de São Paulo. São Paulo é cercada por serras e todos os rios vão para o Tietê. Enquanto não tivermos capacidade de escoamento no Tietê, não conseguimos fazer um planejamento eficaz da drenagem”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário destacou ainda a necessidade de ampliar a segurança hídrica no noroeste paulista, região que depende fortemente dos aquíferos subterrâneos.”No noroeste paulista, a captação de água vem dos aquíferos e a necessidade de buscar água está cada vez mais profunda. A ideia é fazer a transposição do Rio Grande dentro do programa UniversalizaSP”, comentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao comentar o avanço de soluções inovadoras para ampliar a resiliência hídrica, Rafael Benini destacou a incorporação de iniciativas ambientais aos projetos de infraestrutura do Estado. Como exemplo, citou a segunda fase da Barragem do Piraí, que prevê a implantação de um parque linear no entorno do reservatório para contribuir com a preservação da área, além de projetos de corredores verdes e de restauração de parques estaduais. O secretário também ressaltou o crescimento de empresas especializadas em restauração ambiental e serviços ecossistêmicos. “O crescimento dessas empresas ajuda o Estado a pensar em projetos que antes não pensava”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o diretor da Sabesp, João Paulo Tavares Papa, ressaltou os desafios impostos pela baixa disponibilidade hídrica da Região Metropolitana de São Paulo. “A Região Metropolitana de São Paulo tem mais de 20 milhões de habitantes e uma disponibilidade hídrica de 149 metros cúbicos por habitante por ano, enquanto a recomendação da ONU é de mil metros cúbicos por habitante por ano”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, esse cenário exige planejamento de longo prazo e investimentos permanentes. “Os novos contratos assinados com os municípios após a desestatização da Sabesp preveem um Plano de Resiliência Hídrica até 2060. A primeira fase desse plano já foi concluída e entregue à Arsesp. Ele prevê ações de curto prazo até 2030 e será revisado a cada cinco anos até 2060, considerando especialmente a integração entre os sistemas e a busca por redundância.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Papa defendeu que o fortalecimento da segurança hídrica passa pela ampliação das conexões entre os sistemas produtores de água, estratégia considerada fundamental diante dos impactos das mudanças climáticas. “Não há outra forma de enfrentar a pressão das mudanças climáticas do que investir em resiliência, diversificação e integração entre os sistemas”, afirmou. Como exemplo dessa estratégia, o diretor citou a transposição do Rio Itapanhaú, já em andamento, e a futura ligação entre Taiaçupeba e Billings, atualmente em discussão. “O principal projeto que está sendo discutido agora é o Taiaçupeba-Billings, com a intenção de trazer mais 4 mil litros por segundo para o sistema integrado. Quanto maior a integração, maior a resiliência do sistema.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao abordar os efeitos da desestatização da companhia, Papa afirmou que o novo modelo está apoiado em contratos e metas formalmente estabelecidos. “O processo de desestatização é algo concreto. Ele se apoia em contratos assinados com o poder concedente e os municípios, com prazos, metas e índices de qualidade auditados e controlados pela Arsesp. Não trabalhamos com planos subjetivos. As regras estão estabelecidas em contrato e há penalidades em caso de descumprimento.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Thiago Picolo destacou também a relação entre restauração ecológica e recuperação dos recursos hídricos. “Esse é o primeiro evento sobre água de que participo e acho essa conexão perfeita. Somos uma empresa de restauração ecológica. Nossa perspectiva é que, daqui a 30 ou 40 anos, essas áreas estejam restauradas e se pareçam o máximo possível com uma floresta primária. E, junto com a floresta, a água também esteja restaurada.” A re.green atua atualmente em projetos na Mata Atlântica e na Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Carneiro, do IFC, destacou que o Brasil avançou significativamente na estruturação de projetos de infraestrutura nos últimos anos, o que amplia a segurança para investidores e financiadores. “Tendo projetos bem estruturados, temos financiamento. Ainda faltam projetos para grande parte do País”, declarou. De acordo com ele, diferentes instrumentos podem apoiar investimentos em segurança hídrica, incluindo o mercado de capitais, bancos comerciais e organismos multilaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre o SP Conecta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Promovido pela InvestSP em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o SP Conecta integra a Agenda SP+Verde, iniciativa do Governo de São Paulo voltada à atração de investimentos e à implementação de políticas ligadas à transição ecológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de dois dias, o evento reúne representantes do poder público, da iniciativa privada, da academia e de organismos internacionais para discutir caminhos para ampliar a resiliência climática, fortalecer a segurança hídrica e consolidar São Paulo como polo de investimentos sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://semil.sp.gov.br/2026/06/projetos-estruturados-sao-chave-para-ampliar-investimentos-em-seguranca-hidrica-afirmam-especialistas-durante-o-forum-sp-conecta/">https://semil.sp.gov.br/2026/06/projetos-estruturados-sao-chave-para-ampliar-investimentos-em-seguranca-hidrica-afirmam-especialistas-durante-o-forum-sp-conecta/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especialistas discutem no SP Conecta como transformar restauração ambiental em investimento</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/especialistas-discutem-no-sp-conecta-como-transformar-restauracao-ambiental-em-investimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:42:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum SP Conecta]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56876</guid>

					<description><![CDATA[Painel reuniu representantes do governo, empresas e setor financeiro para debater iniciativas que impulsionam a economia da natureza A recuperação de áreas degradadas e outras soluções baseadas na natureza podem ir além do cumprimento de obrigações legais e se consolidar como instrumentos de geração de valor econômico, atração de investimentos e enfrentamento das mudanças climáticas. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Painel reuniu representantes do governo, empresas e setor financeiro para debater iniciativas que impulsionam a economia da natureza</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A recuperação de áreas degradadas e outras soluções baseadas na natureza podem ir além do cumprimento de obrigações legais e se consolidar como instrumentos de geração de valor econômico, atração de investimentos e enfrentamento das mudanças climáticas. O tema foi debatido na terça-feira (16), durante o painel “Da obrigação ao ativo: como transformar restauração em investimento”, realizado no SP Conecta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com mediação da jornalista Juliana Pio, editora de Jornalismo do REC Multishow, o encontro reuniu André Previato, assessor especial no Gabinete da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil); André Escada, gerente de Política Climática da Biomas; Carlos Alberto Guerreiro, diretor de Operações da TTG Brasil Investimentos Florestais; e Danilo Almeida, conselheiro da Aliança Brasil NBS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da discussão, os participantes destacaram o potencial da restauração ambiental para impulsionar uma economia baseada na natureza, conectando conservação da biodiversidade, segurança hídrica, geração de créditos de carbono e novos mecanismos de financiamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Parceria entre setor público e iniciativa privada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os painelistas ressaltaram a importância da atuação conjunta entre governos, investidores e empresas para ampliar a escala dos projetos de restauração e criar um ambiente favorável à atração de recursos para a agenda climática e ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Previato, a restauração ambiental deixou de ser apenas uma exigência legal e passou a representar uma oportunidade de investimento. “O poder público sozinho não conseguirá atingir as metas de restauração. Por isso, é fundamental atrair capital privado. O papel do Estado é atuar como organizador e articulador dos diferentes mecanismos de financiamento. Inclusive, estamos estruturando projetos de restauração associados às políticas públicas estaduais e aos corredores ecológicos”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mercado de carbono em debate</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os temas abordados por Escada, destacaram-se o mercado de carbono, a restauração em larga escala e o papel do setor privado. “Ainda falta uma base científica mais robusta para sustentar projetos desse porte. É necessário avançar na produção de dados sobre estoque e sequestro de carbono, além do monitoramento das áreas restauradas. Hoje, o mercado de carbono depende fortemente da demanda de grandes empresas, como a Microsoft. A criação de um mercado regulado pode gerar uma demanda mais estável e ampliar a valorização dos créditos”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carlos Alberto Guerreiro ressaltou que o mercado voluntário continuará relevante no curto prazo e segue como a alternativa mais imediata para o setor. “O mercado regulado e os mecanismos do Acordo de Paris devem ampliar a demanda no futuro, mas ainda levarão tempo para amadurecer. Muitas empresas ainda estão focadas em sua sustentabilidade financeira e não priorizam a compra de créditos de carbono”, pontuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Regulamentação do SBCE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação de Danilo Almeida, a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) representa um avanço importante para trazer segurança jurídica aos investidores e consolidar o mercado de carbono no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova legislação integra o mercado voluntário, o mercado regulado e os mecanismos previstos no Artigo 6º do Acordo de Paris, criando regras mais claras para a comercialização de créditos e maior previsibilidade para investimentos. Além disso, áreas de Reserva Legal e unidades de conservação passam a contar com novas possibilidades de financiamento para ações de restauração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Brasil passa a ter, pela primeira vez, um arcabouço que conecta diferentes mercados de carbono e oferece mais previsibilidade para investidores. Isso abre novas oportunidades de financiamento e cria condições para ampliar a participação do país em um mercado com forte potencial de crescimento”, finalizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://semil.sp.gov.br/2026/06/especialistas-discutem-no-sp-conecta-como-transformar-restauracao-ambiental-em-investimento/">https://semil.sp.gov.br/2026/06/especialistas-discutem-no-sp-conecta-como-transformar-restauracao-ambiental-em-investimento/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SP aposta na integração para impulsionar agenda climática</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/sp-aposta-na-integracao-para-impulsionar-agenda-climatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 18:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum SP Conecta]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56865</guid>

					<description><![CDATA[Durante o Fórum SP Conecta, governo, academia, setor produtivo e organismos internacionais defendem políticas baseadas em ciência e planejamento A ideia de que desenvolvimento econômico e preservação ambiental caminham em direções opostas já não encontra espaço no discurso do governo paulista. Foi sob essa premissa que autoridades estaduais, representantes do setor produtivo, pesquisadores e organismos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Durante o Fórum SP Conecta, governo, academia, setor produtivo e organismos internacionais defendem políticas baseadas em ciência e planejamento</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de que desenvolvimento econômico e preservação ambiental caminham em direções opostas já não encontra espaço no discurso do governo paulista. Foi sob essa premissa que autoridades estaduais, representantes do setor produtivo, pesquisadores e organismos internacionais se reuniram nesta terça-feira (16), na sede da InvestSP, durante o Fórum SP Conecta: Economia Verde, Saneamento e Resiliência Hídrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro, iniciativa integrante da Semana do Meio Ambiente organizado pelo governo de São Paulo, abriu espaço para discutir como ciência, inovação, infraestrutura e investimentos podem contribuir para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas sem comprometer o crescimento econômico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No painel de abertura, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), Natália Resende, defendeu que a integração entre diferentes áreas da administração pública tem sido um dos pilares da estratégia climática paulista. “A palavra integração representa muito do que estamos fazendo. Política pública eficaz exige planejamento, visão de longo prazo e coordenação entre diferentes setores”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a secretária, a criação de uma pasta que reúne meio ambiente, infraestrutura e logística permitiu superar uma lógica historicamente fragmentada da gestão pública e aproximar agendas que, por décadas, foram tratadas separadamente. “É uma continuidade. Desde 2023 estamos fazendo um grande esforço para construir uma estratégia climática robusta. O diálogo, a troca de ideias e as políticas públicas baseadas em dados são fundamentais para resolver desafios históricos de forma estruturante”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os instrumentos citados está o Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC), elaborado com apoio técnico da GIZ e estruturado em eixos como segurança hídrica, biodiversidade, saúde, segurança alimentar, infraestrutura e justiça climática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao defender uma visão pragmática da agenda ambiental, Natália destacou que a proteção dos recursos naturais precisa estar associada à geração de oportunidades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos exemplos apresentados foi o potencial de produção de biometano no Estado. Estudos conduzidos pelo governo apontam que São Paulo poderia suprir quase metade da demanda industrial pelo combustível renovável a partir de resíduos da cadeia sucroenergética e do lixo urbano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando o resíduo passa a ser tratado como recurso, ele gera emprego, renda, desenvolvimento econômico e ganhos ambientais. É uma agenda que conecta sustentabilidade e competitividade”, afirmou a titular da Pasta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aposta na transição energética e na valorização dos resíduos também foi apontada como uma oportunidade de desenvolvimento industrial e atração de investimentos. Para o diretor de Projetos da GIZ Brasil, Marco Schiewe, a agenda da descarbonização já produz resultados concretos em São Paulo por meio de parcerias entre governo, setor produtivo e instituições de pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, programas de eficiência energética desenvolvidos em conjunto com a Semil, Desenvolve SP, Senai e entidades industriais já atenderam mais de 400 pequenas e médias empresas paulistas, estimulando a modernização de equipamentos e a redução do consumo energético. “Em algumas empresas, os gastos com energia representam até um terço dos custos operacionais. Trabalhar a eficiência energética significa aumentar a competitividade, preservar empregos e reduzir emissões ao mesmo tempo”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Schiewe, os projetos apoiados pela cooperação alemã já evitaram a emissão de cerca de 500 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) ao longo de sua vida útil e passaram a servir de modelo para outros estados brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O executivo destacou ainda o potencial de São Paulo para liderar novos mercados ligados à economia de baixo carbono. Entre eles está a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) a partir de resíduos da cana-de-açúcar, projeto que conta com apoio da GIZ e que recentemente motivou a assinatura de um memorando de entendimento entre parceiros brasileiros e alemães. “A demanda global por combustíveis de baixo carbono cresce rapidamente. O Brasil tem condições de produzir essas soluções com custos mais competitivos do que muitos países europeus. Isso representa uma oportunidade econômica importante para atrair investimentos e gerar empregos”, comentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Schiewe, a corrida global pela descarbonização tende a favorecer países com disponibilidade de biomassa, energia renovável e capacidade industrial instalada. Nesse cenário, São Paulo reúne condições para assumir posição de protagonismo em setores como biometano, combustíveis sustentáveis para aviação, transporte marítimo e aço verde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A secretária também relacionou a agenda climática aos avanços em saneamento e segurança hídrica. Segundo ela, obras recentes ampliaram em 17% a capacidade do Sistema Alto Tietê e reforçaram o abastecimento para milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo. “Temos orgulho de dizer que temos o melhor saneamento do Brasil. Claro que precisamos melhorar, e é exatamente por isso que estamos fazendo investimentos estruturantes que ficaram muito tempo sem acontecer. Precisamos falar sobre saneamento de forma técnica, mostrando os benefícios concretos para a vida das pessoas”, salientou Natália.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Representando o setor produtivo, Joaquim Leite, ex-ministro do Meio Ambiente e presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp, argumentou que os desafios ambientais globais podem se transformar em vantagens competitivas para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação dele, é necessário substituir uma visão centrada apenas na redução de impactos por uma lógica de eficiência ambiental. “Temos que medir a eficiência ambiental das transformações que estamos promovendo. Toda obra de infraestrutura gera algum impacto, mas precisamos avaliar o resultado final. Quando se amplia o saneamento, a mobilidade ou a infraestrutura, o benefício ambiental e social precisa entrar nessa conta”, reiterou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leite destacou ainda que o país reúne condições singulares para liderar a transição para uma economia de baixo carbono, especialmente em áreas como energia renovável, biocombustíveis e aproveitamento de resíduos. “O mundo discute emissões, biodiversidade e uso de recursos naturais. O Brasil pode aproveitar esses desafios como oportunidades. São Paulo é uma locomotiva verde, com uma matriz energética extremamente competitiva e soluções que podem servir de exemplo para o mundo”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, defendeu uma abordagem mais ampla para a sustentabilidade, baseada no equilíbrio entre as dimensões ambiental, social e econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Prefiro falar em economia sustentável ou economia circular. Sustentabilidade é um tripé. Não existe solução ambiental que se sustente sem inclusão social e viabilidade econômica”, afirmou. Segundo ele, a inovação é o principal instrumento para tornar essa equação possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se uma solução não for economicamente viável, ela não ganha escala. É a pesquisa, a ciência e a inovação que permitem transformar boas ideias em soluções capazes de produzir impacto real.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agopyan também alertou para a necessidade de desenvolver estratégias adaptadas à realidade brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que funciona na Europa nem sempre funciona no Brasil. Precisamos construir respostas compatíveis com nossas características econômicas, sociais e ambientais.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre o SP Conecta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Promovido pela InvestSP em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o SP Conecta integra a Agenda SP+Verde, iniciativa do governo estadual voltada à atração de investimentos e à implementação de políticas ligadas à transição ecológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de dois dias, o evento reúne representantes do poder público, da iniciativa privada, da academia e de organismos internacionais para discutir caminhos para ampliar a resiliência climática, fortalecer a segurança hídrica e consolidar São Paulo como polo de investimentos sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://semil.sp.gov.br/2026/06/sao-paulo-aposta-na-integracao-entre-meio-ambiente-inovacao-e-infraestrutura-para-impulsionar-agenda-climatica/">https://semil.sp.gov.br/2026/06/sao-paulo-aposta-na-integracao-entre-meio-ambiente-inovacao-e-infraestrutura-para-impulsionar-agenda-climatica/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Painel debate bioeconomia em áreas restauradas com foco na produtividade</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/painel-debate-bioeconomia-em-areas-restauradas-com-foco-na-produtividade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 18:46:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum SP Conecta]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56861</guid>

					<description><![CDATA[Especialistas abordaram a transformação da recuperação ambiental de custos e passivos em ativos econômicos altamente lucrativos e sustentáveis A bioeconomia da restauração, modelo socioeconômico que transforma áreas degradadas em ativos produtivos, integrando a regeneração ecológica com o cultivo de espécies nativas, foi destaque no primeiro dia do Fórum SP Conecta: Economia Verde, Saneamento e Resiliência [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Especialistas abordaram a transformação da recuperação ambiental de custos e passivos em ativos econômicos altamente lucrativos e sustentáveis</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A bioeconomia da restauração, modelo socioeconômico que transforma áreas degradadas em ativos produtivos, integrando a regeneração ecológica com o cultivo de espécies nativas, foi destaque no primeiro dia do Fórum SP Conecta: Economia Verde, Saneamento e Resiliência Hídrica, encontro em meio às comemorações do Mês do Meio Ambiente, que reuniu lideranças do setor público e privado, investidores, especialistas, representantes da academia e organizações da sociedade civil para discutir soluções, inovação e oportunidades de investimento voltadas ao desenvolvimento sustentável, à segurança hídrica e à economia verde no Estado de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento, organizado pela InvestSP, agência de promoção de investimentos vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), representa um desdobramento da Agenda SP+Verde, iniciativa do Governo do Estado voltada à promoção de políticas, projetos e investimentos alinhados à sustentabilidade, à transição ecológica e ao desenvolvimento econômico sustentável. A proposta do encontro foi ampliar o diálogo entre setor público, iniciativa privada e sociedade civil em torno de estratégias capazes de fortalecer a competitividade ambiental paulista e acelerar soluções para os desafios climáticos e de infraestrutura verde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bioeconomia da restauração em São Paulo é impulsionada por iniciativas que demonstram como essa estratégia pode contribuir de forma concreta para a conservação, restauração ecológica e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis. Como exemplo de política pública, destaca-se o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), coordenado pela <a href="https://www.fflorestal.sp.gov.br/fflorestal" data-type="link" data-id="https://www.fflorestal.sp.gov.br/fflorestal">Fundação Florestal</a>, entidade vinculada à Semil responsável pela gestão das Unidades de Conservação do Estado de São Paulo. O programa transforma a recuperação da Mata Atlântica em uma atividade econômica rentável. O modelo remunera produtores rurais e investidores pelo sequestro de carbono, proteção da biodiversidade e segurança hídrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigo Levkovicz, diretor-executivo da Fundação Florestal, destacou as iniciativas ativas no estado, com destaque para o Programa Estadual de Restauração e Conservação Ecológica e as ações de conservação como o <a href="https://www.fflorestal.sp.gov.br/fflorestal/projetos-prioritarios/programa_jucara" data-type="link" data-id="https://www.fflorestal.sp.gov.br/fflorestal/projetos-prioritarios/programa_jucara">PSA da Palmeira-Juçara (Pró-Juçara)</a> e da Araucária (Pró-Araucária). De acordo com o diretor, a partir do uso responsável dos recursos naturais, a bioeconomia propõe modelos de desenvolvimento capazes de manter a floresta em pé, ao mesmo tempo em que impulsiona cadeias produtivas sustentáveis ligadas às espécies nativas da Mata Atlântica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A bioeconomia paulista é um setor em rápida expansão que transforma a biodiversidade e o extrativismo em negócios sustentáveis. Notamos que para garantir saídas mercadológicas rentáveis, a certificação de produtos cultivados por comunidades tradicionais é essencial<em>, pois</em> foca em cadeias produtivas agregando valor na origem, rastreabilidade e integrando os saberes tradicionais às exigências de sustentabilidade do mercado”, explicou Rodrigo Levkovicz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido ao atual cenário de crise climática, a Fundação Florestal passou a alinhar suas diretrizes às políticas públicas de conservação, restauração ecológica, uso sustentável dos recursos naturais e transição energética. A reestruturação administrativa tem como principais objetivos qualificar o processo de tomada de decisões, institucionalizar o conhecimento técnico, fortalecer as Unidades de Conservação (UCs) e garantir maior escala, coerência e efetividade às políticas ambientais do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigo ainda destacou a importância de integrar compras públicas com a cadeia de PSA. “Fomentamos a convergência entre o poder de compra do Estado, através das compras públicas, e a valorização econômica dos serviços ecossistêmicos. O setor público atua como um catalisador de mercado, garantindo demanda previsível para produtores e comunidades que preservam o meio ambiente. Dessa maneira, escolas e hospitais podem adquirir produtos de agricultores paulistas”, afirmou Rodrigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estruturação de mercado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios para organizar e amadurecer os elos produtivos da cadeia da bioeconomia, utilizando Sistemas Agroflorestais (SAFs), foi outro tema discutido durante o painel. Valmir Ortega, fundador e CEO da Belterra Agroflorestas, startup socioambiental que atua na recuperação de áreas degradadas e pastagens improdutivas, transformando-as em florestas economicamente viáveis em biomas como a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica, explicou que a estruturação da bioeconomia em larga escala enfrenta o desafio de conectar o extrativismo comunitário e sazonal aos rigorosos padrões de consistência, rastreabilidade e volume exigidos pelas indústrias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Superar gargalos logísticos e de padronização exige investimentos em biotecnologia, inovação e novas rotas de financiamento. O mercado de carbono funciona como um catalisador financeiro para a bioeconomia, pois ele monetiza a conservação e a substituição de insumos fósseis por bioprodutos, gerando novas linhas de receita que viabilizam o desenvolvimento tecnológico e a operação sustentável das cadeias produtivas”, afirmou Ortega.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conexão entre pesquisa científica acadêmica e a bioeconomia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento acadêmico aplicado na substituição de insumos fósseis por alternativas biológicas, gerando novos modelos de negócios e sustentabilidade, é uma prática adotada na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Guilherme Wolff Bueno, professor e coordenador do Bioeconomia Lab., laboratório voltado para a bioeconomia e economia circular sediado no Câmpus de Registro, da Unesp, explica que a integração entre pesquisa e bioeconomia é fundamental, pois permite criar soluções biotecnológicas que impactam diretamente o meio ambiente e o mercado, reduzindo a emissão de carbono e otimizando a eficiência dos recursos biológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Fazemos a conexão entre a inovação tecnológica desenvolvida nas universidades com os conhecimentos tradicionais muito presentes na bioeconomia, considerada o motor de uma nova revolução industrial e sustentável”, afirmou o professor. Para ele, as universidades paulistas mantêm ambientes de inovação que ajudam a impulsionar startups. “As universidades paulistas possuem ecossistemas robustos voltados à bioeconomia, conectando a pesquisa acadêmica em biotecnologia e biodiversidade com o mercado. Elas abrigam parques tecnológicos, incubadoras de empresas e distritos de inovação que transformam ciência em soluções sustentáveis”, concluiu Bueno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre o SP Conecta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Promovido pela InvestSP em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o SP Conecta integra a Agenda SP+Verde, iniciativa do governo estadual voltada à atração de investimentos e à implementação de políticas ligadas à transição ecológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de dois dias, o evento reúne representantes do poder público, da iniciativa privada, da academia e de organismos internacionais para discutir caminhos para ampliar a resiliência climática, fortalecer a segurança hídrica e consolidar São Paulo como polo de investimentos sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://semil.sp.gov.br/2026/06/forum-sp-conecta-painel-debate-bioeconomia-em-areas-restauradas-com-foco-na-produtividade-renda-e-novos-modelos-de-negocio/">https://semil.sp.gov.br/2026/06/forum-sp-conecta-painel-debate-bioeconomia-em-areas-restauradas-com-foco-na-produtividade-renda-e-novos-modelos-de-negocio/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Financiamento para energias renováveis no Brasil cresce 10,6% em 2025</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/financiamento-para-energias-renovaveis-no-brasil-cresce-106-em-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 18:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56844</guid>

					<description><![CDATA[O volume de financiamento para projetos de geração renovável no Brasil somou R$ 36,3 bilhões em 2025, resultado ainda 22% abaixo do pico histórico de R$ 46,3 bilhões registrado em 2022, segundo levantamento da Clean Energy Latin America (Cela), especializada em assessoria financeira e consultoria estratégica para o setor de transição energética. O dado revela [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O volume de financiamento para projetos de geração renovável no Brasil somou R$ 36,3 bilhões em 2025, resultado ainda 22% abaixo do pico histórico de R$ 46,3 bilhões registrado em 2022, segundo levantamento da Clean Energy Latin America (Cela), especializada em assessoria financeira e consultoria estratégica para o setor de transição energética. O dado revela que, apesar da alta de 10,6% sobre 2024, que também ficou abaixo do patamar de 2022, o setor de renováveis ainda não recuperou o patamar anterior à combinação de juros altos, modulação e curtailment que vem pesando sobre novos investimentos desde 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A queda em relação ao pico não é uniforme: reflete dinâmicas distintas em cada tecnologia, com a geração distribuída solar mostrando maior resiliência, a geração centralizada solar sob pressão crescente, a eólica em recuperação após mínimo histórico em 2024, e o armazenamento em fase de estruturação regulatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>GERAÇÃO DISTRIBUÍDA –</em></strong> A geração distribuída solar manteve-se na faixa de R$ 13 a 14,7 bilhões entre 2023 e 2025, patamar inferior ao pico de R$ 21,8 bilhões de 2022, mas consistentemente superior à geração centralizada solar em todos os anos recentes. O pico de 2022 foi resultado direto da corrida pelo direito adquirido da Lei 14.300, que instituiu o marco legal da micro e minigeração distribuída: quem protocolasse conexão até janeiro de 2023 mantinha as regras antigas de compensação tarifária até 2045. Encerrado o prazo, o volume naturalmente recuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resiliência do segmento após esse ajuste tem duas explicações. A primeira é estrutural: ao contrário da geração centralizada, o retorno da GD local é pouco impactado pela nova regulação devido à simultaneidade entre geração e consumo, o que reduz o impacto da perda de compensação dos créditos, mantendo o payback atrativo para o consumidor. A segunda é a carteira remanescente de projetos remotos com direito adquirido: usinas de geração compartilhada e autoconsumo remoto protocoladas antes de janeiro de 2023 que continuaram sendo financiadas nos anos seguintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale destacar ainda que o volume de GD solar provavelmente subestima o crescimento do armazenamento: sistemas de baterias contratados junto com painéis solares acabam sendo classificados pelos bancos dentro da linha de financiamento fotovoltaico, tornando parte da expansão do BESS invisível nas estatísticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>GERAÇÃO CENTRALIZADA SOLAR –</em></strong> A geração centralizada solar recuou de R$ 15,1 bilhões em 2022 para R$ 9,0 bilhões em 2025, pressionada por dois vetores simultâneos. O primeiro são os juros: com a Selic oscilando entre 13,75% e 14,25% nos últimos anos, o maior patamar desde 2016, o custo de capital dos projetos subiu significativamente. O segundo é a modulação, característica intrínseca do perfil de geração solar: a produção se concentra no período diurno, o que, em um sistema com participação crescente da fonte, gera excesso de oferta nesse horário e pressiona os preços de energia justamente quando as usinas estão operando. Trata-se de um desafio técnico-operacional que outras tecnologias e formas de operação do sistema, como a eólica e o armazenamento, estão sendo chamadas a resolver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é agravado pelo perfil de contratação do mercado livre: grandes consumidores exigem entrega flat de energia ao longo de todo o dia, o que exige que usinas solares recorram a instrumentos de mercado nos horários de pico, corroendo margens e dificultando o fechamento financeiro dos projetos. O curtailment atingiu em média 17,1% das usinas entre abril de 2024 e março de 2025, e a ausência de mecanismo de ressarcimento pelos cortes forçados é hoje uma das principais travas regulatórias para novos investimentos: sem previsibilidade de receita, bancos e investidores elevam a percepção de risco e tornam-se mais conservadores na concessão de crédito ao segmento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>EÓLICA –</em></strong> A energia eólica registrou R$ 12,5 bilhões em financiamentos em 2025, alta de 40% sobre 2024, recuperação após o mínimo da série histórica, quando o segmento também foi afetado por juros altos e curtailment. Se no passado o crescimento da eólica era sustentado principalmente por leilões regulados e linhas de financiamento de longo prazo dos bancos de desenvolvimento, hoje o motor são o mercado livre de energia e a autoprodução, que ampliaram significativamente a base de projetos viáveis fora do ambiente regulado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que a solar pressiona os preços no período diurno, geradores e grandes consumidores passaram a buscar a eólica para compor portfólios capazes de entregar energia flat ao longo do dia. Com perfil de geração mais distribuído e maior produção em períodos de baixa irradiação, a eólica passou a desempenhar papel estratégico na composição de contratos do mercado livre, e essa demanda estrutural sustenta os novos financiamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>BATERIAS –</em></strong> Os R$ 126 milhões registrados em financiamentos BESS em 2025 marcam crescimento frente o ano de 2024, mas não refletem a real expansão da tecnologia no país, ainda distantes do pico de R$ 280 milhões registrado em 2023, quando emissões de debêntures e FIPs relevantes impulsionaram o segmento. A oscilação ao longo da série reflete menos o ritmo real de adoção da tecnologia e mais a irregularidade dos instrumentos de captação utilizados, que variam entre bancos domésticos, mercado de capitais e financiadores multilaterais, nem todos capturados de forma uniforme pela metodologia do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A isso se soma a queda expressiva de capex: os custos dos sistemas de armazenamento recuaram 90% desde 2010, com alguns modelos caindo pela metade só em 2024, reduzindo o valor financiado por unidade instalada mesmo com crescimento físico do mercado. Adicionalmente, parte relevante dos sistemas de baterias contratados junto a projetos de geração distribuída segue sendo classificada pelos bancos dentro da linha de financiamento fotovoltaico, o que torna uma parcela da expansão do BESS invisível nas estatísticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa é que os primeiros leilões dedicados exclusivamente ao armazenamento, previstos para 2026, marquem uma nova fase de escala para o segmento, com impacto direto nos volumes de financiamento dos próximos estudos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O setor renovável brasileiro vive um momento de transição complexa. O financiamento ainda não retornou ao patamar de 2022 e os desafios são reais: juros altos, curtailment sem mecanismo de ressarcimento e um mercado que ainda busca os instrumentos adequados para precificar e contratar a complementaridade entre fontes. A boa notícia é que eólica e armazenamento estão ganhando papel estratégico exatamente por oferecerem as soluções que o sistema elétrico precisa, e isso deve se refletir nos volumes de financiamento dos próximos anos”, afirma Camila Ramos, CEO da Cela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados consideram os desembolsos realizados pelas principais instituições financeiras que atuam no financiamento da geração renovável no Brasil, incluindo bancos públicos, privados, cooperativas de crédito, fintechs e operações estruturadas via mercado de capitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://ipesi.com.br/financiamento-para-energias-renovaveis-no-brasil-cresce-106-em-2025/">https://ipesi.com.br/financiamento-para-energias-renovaveis-no-brasil-cresce-106-em-2025/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Centro de Pesquisa lança série de workshops para impulsionar produção de biocombustíveis no estado de São Paulo</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/centro-de-pesquisa-lanca-serie-de-workshops-para-impulsionar-producao-de-biocombustiveis-no-estado-de-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 18:43:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56840</guid>

					<description><![CDATA[O primeiro encontro ocorrerá em 24 de junho de 2026, na FEQ Há décadas, o estado de São Paulo é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do país, sendo responsável por quase metade de toda produção do biocombustível nacional. Porém, passados 50 anos do Proálcool, o setor enfrenta um período sem evoluções significativas, no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O primeiro encontro ocorrerá em 24 de junho de 2026, na FEQ</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há décadas, o estado de São Paulo é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do país, sendo responsável por quase metade de toda produção do biocombustível nacional. Porém, passados 50 anos do Proálcool, o setor enfrenta um período sem evoluções significativas, no qual a produtividade da cana se encontra estagnada, a sazonalidade da produção impacta fortemente o mercado, e as secas prolongadas aumentam os riscos para as 170 usinas sucroalcooleiras do interior paulista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o Centro de Ciência para o Desenvolvimento do Etanol (CCD Etanol) foi elaborado para, ao longo de cinco anos, investigar novos modelos de produção do biocombustível, ampliar a integração entre a pecuária e a agricultura, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e proporcionar abertura para produtos até então inexistentes no estado de São Paulo, tendo o milho como matéria-prima principal. Assim, com os modelos estudados, o grão seria processado tanto na entressafra da cana quanto ao longo de todo o ano, permitindo a operação das indústrias sem pausas, com mais empregos, maior arrecadação de ICMS e menor necessidade de estocar etanol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse modelo já representa cerca de 23% da produção nacional de etanol, concentrada no Centro-Oeste, mas no estado de São Paulo ainda não existe nenhuma usina produtora”, destaca Luís Augusto Barbosa Cortez, pesquisador responsável pelo projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro encontro será o workshop “Disponibilidade de bagaço nas usinas do setor sucroalcooleiro do estado de São Paulo”, que ocorrerá em 24 de junho de 2026, das 9 às 15 horas, no Auditório da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp. De acordo com Cortez, o objetivo deste evento é reunir especialistas e pesquisadores do setor sucroalcooleiro para discutir os desafios e as oportunidades relacionados à oferta, à demanda e aos usos estratégicos do bagaço de cana-de-açúcar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScGgu1KuTNM8a5p2IgVfsyD6DD5uH7BS8I2tKoqskysB7KmCw/viewform" data-type="link" data-id="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScGgu1KuTNM8a5p2IgVfsyD6DD5uH7BS8I2tKoqskysB7KmCw/viewform">Faça sua inscrição.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Viabilidade econômica das usinas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Cortez, com o desenvolvimento das pesquisas do CCD, a introdução do etanol de milho em São Paulo e com os resultados dessa inserção, o Brasil terá a oportunidade de mostrar ao mundo seus avanços. “Hoje, o mundo agrícola enxerga o Brasil como uma potência em expansão, e nós enxergamos o biocombustível como um derivado da agricultura. Então, as pesquisas, os eventos e workshops que serão realizados pelo CCD Etanol têm como objetivo justamente conquistar esse mercado para que o Brasil tenha a oportunidade de se inserir nele com destaque”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto para o setor público quanto para o privado, o propósito do CCD é claro: demonstrar a viabilidade econômica das usinas “flex” e “flex-full” e indicar se é mais vantajoso produzir o grão localmente ou trazê-lo de estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná. “Atuamos fazendo a interface entre as diferentes frentes, as empresas privadas que têm interesse nesse assunto, os governos e nós como instituição de ensino”, afirma o pesquisador. “Trabalhamos no meio de campo para entender como o tema precisa ser desenvolvido e, principalmente, como podemos disseminar esse conhecimento e informar os resultados para o mundo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como forma de facilitar as discussões e as relações entre setores, além de contribuir para a apresentação de dados e resoluções, o projeto irá realizar uma série de eventos e workshops sobre os diferentes eixos da pesquisa, que cobrem os principais desafios e oportunidades do setor sucroenergético paulista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/06/15/centro-de-pesquisa-lanca-serie-de-workshops-para-impulsionar-producao-de-biocombustiveis-no-estado-de-sao-paulo/">https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/06/15/centro-de-pesquisa-lanca-serie-de-workshops-para-impulsionar-producao-de-biocombustiveis-no-estado-de-sao-paulo/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cientistas da USP em São Carlos dão passo decisivo para tornar o hidrogênio verde mais eficiente e acessível</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/cientistas-da-usp-em-sao-carlos-dao-passo-decisivo-para-tornar-o-hidrogenio-verde-mais-eficiente-e-acessivel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 18:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56832</guid>

					<description><![CDATA[A busca por fontes de energia limpas e sustentáveis ganhou novos aliados em duas pesquisas recentes que, embora tenham investigado materiais e aplicações distintas, compartilham uma mesma inovação tecnológica: o uso da técnica de “magnetron sputtering” para depositar catalisadores com elevado grau de controle estrutural. Os resultados representam avanços significativos para a produção de hidrogênio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A busca por fontes de energia limpas e sustentáveis ganhou novos aliados em duas pesquisas recentes que, embora tenham investigado materiais e aplicações distintas, compartilham uma mesma inovação tecnológica: o uso da técnica de “magnetron sputtering” para depositar catalisadores com elevado grau de controle estrutural. Os resultados representam avanços significativos para a produção de hidrogênio verde, considerado por especialistas uma das alternativas mais promissoras para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e combater as mudanças climáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dois estudos, liderados por pesquisadores do IFSC/USP, demonstram que a mesma técnica pode ser utilizada para construir arquiteturas catalíticas completamente diferentes. Em um dos trabalhos, os pesquisadores desenvolveram fotoânodos de vanadato de bismuto (BiVO₄) modificados com óxido de cobalto (Co₃O₄) para aumentar a eficiência da divisão fotoeletroquímica da água. No outro, átomos isolados (Single Atoms) de cobre e platina foram depositados sobre nitreto de carbono grafítico (g-C₃N₄), criando sítios catalíticos altamente ativos para a produção fotocatalítica de hidrogênio. Em ambos os casos, o objetivo foi o mesmo: aproveitar a energia solar para gerar combustível limpo de maneira mais eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hidrogênio produzido a partir da água e da luz solar tem sido apontado como um elemento fundamental na descarbonização da economia mundial. Diferentemente do petróleo, do carvão mineral e do gás natural, sua utilização não gera emissões de dióxido de carbono (CO₂), principal responsável pelo aquecimento global. Quando empregado em células a combustível ou processos industriais, o hidrogênio produz apenas vapor d’água como subproduto, tornando-se uma alternativa ambientalmente muito mais favorável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro estudo, o foco foi superar uma das principais limitações da divisão fotoeletroquímica da água: a baixa eficiência dos fotoânodos responsáveis pela reação de evolução de oxigênio. Para isso, os pesquisadores produziram filmes finos de BiVO₄ por “magnetron sputtering” e, posteriormente, modificaram sua superfície com Co₃O₄. A combinação dos dois materiais favoreceu a separação das cargas elétricas geradas pela luz solar e reduziu perdas energéticas decorrentes da recombinação de elétrons e lacunas. Como resultado, houve aumento significativo da fotocorrente e melhoria da eficiência de conversão da energia solar em energia química armazenada no hidrogênio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a segunda pesquisa levou o conceito de engenharia de materiais a um nível ainda mais refinado. Utilizando a mesma tecnologia de “sputtering”, os cientistas conseguiram dispersar átomos individuais de cobre e platina sobre a superfície do g-C₃N₄. Essa estratégia maximiza o aproveitamento dos metais, especialmente da platina, um elemento de alto valor comercial. Cada átomo depositado torna-se um centro ativo para a reação química, aumentando drasticamente a eficiência do processo sem exigir grandes quantidades do material. Os resultados mostraram uma produção de hidrogênio centenas de vezes superior à obtida com o material não modificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os benefícios para a sociedade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos avanços científicos, as pesquisas apresentam benefícios concretos para a sociedade. A ampliação da eficiência dos processos de produção de hidrogênio pode contribuir para reduzir custos futuros dessa tecnologia, tornando-a mais acessível para aplicações em transporte, geração de energia e indústria pesada. Setores como siderurgia, produção de fertilizantes, refino de combustíveis e transporte de cargas estão entre os maiores emissores de gases de efeito estufa e figuram entre os principais candidatos a utilizar hidrogênio verde em larga escala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante é a segurança energética. Ao possibilitar a produção de combustível a partir da água e da luz solar, tecnologias desse tipo diminuem a dependência de recursos fósseis concentrados em regiões específicas do planeta. Países com elevada incidência solar, como o Brasil, passam a ter condições privilegiadas para produzir hidrogênio de forma competitiva, fortalecendo sua autonomia energética e criando novas oportunidades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista ambiental, os impactos potenciais são igualmente expressivos. A substituição gradual de combustíveis fósseis por hidrogênio verde pode reduzir significativamente as emissões globais de carbono, contribuir para o cumprimento das metas climáticas internacionais e melhorar a qualidade do ar nos centros urbanos. A redução de poluentes atmosféricos está diretamente associada à diminuição de doenças respiratórias e cardiovasculares, gerando benefícios também para a saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As duas pesquisas evidenciam ainda uma tendência crescente na ciência contemporânea: a importância da engenharia de materiais em escala nanométrica. O “magnetron sputtering”, tradicionalmente utilizado na fabricação de semicondutores e revestimentos industriais, mostra-se agora uma ferramenta estratégica para a construção de catalisadores avançados, capazes de controlar a matéria desde filmes finos até átomos isolados. Essa versatilidade abre caminho para o desenvolvimento de novas gerações de dispositivos voltados à produção sustentável de energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que desenvolver novos materiais para a produção de hidrogênio verde, esses trabalhos demonstram o potencial de uma tecnologia que pode acelerar a chegada dessas soluções ao mercado. A técnica de deposição por “sputtering”, que é amplamente utilizada pela indústria na fabricação de semicondutores, telas eletrônicas e revestimentos avançados, permite depositar materiais com precisão nanométrica, controlando sua estrutura desde filmes finos até átomos isolados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma transição energética global</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o professor Renato Vitalino Gonçalves, do IFSC/USP e coordenador das pesquisas, um dos grandes desafios da área é desenvolver materiais semicondutores que combinem alta eficiência, estabilidade e viabilidade de produção em larga escala. “Os resultados mostram que é possível utilizar uma mesma tecnologia para criar diferentes arquiteturas catalíticas altamente eficientes para a produção de hidrogênio a partir da energia solar. Isso abre novas perspectivas para o desenvolvimento de dispositivos mais eficientes e duráveis”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador ressalta ainda que o “magnetron sputtering” apresenta uma vantagem estratégica em relação a muitos métodos utilizados apenas em escala laboratorial. “Trata-se de um processo de deposição física de vapor já consolidado industrialmente, empregado em larga escala em diversos setores tecnológicos. O fato de conseguirmos utilizá-lo para fabricar tanto filmes finos fotoativos quanto catalisadores de átomos isolados, torna essa tecnologia extremamente promissora para a futura produção de materiais avançados voltados à geração sustentável de energia”, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Gonçalves, a combinação entre controle preciso da matéria em escala atômica e a possibilidade de escalonamento industrial pode representar um importante passo para transformar descobertas científicas em tecnologias capazes de contribuir efetivamente para a transição energética global. Destacando que os avanços obtidos não são resultado apenas do desenvolvimento de novos materiais, mas também da construção de uma ampla rede de colaboração científica e do apoio contínuo à pesquisa básica e aplicada, o Prof. Renato Vitalino Gonçalves afirma: “Esses resultados são fruto de um trabalho coletivo que envolve alunos de graduação e pós-graduação, pós-doutorandos e colaboradores nacionais e internacionais. A ciência moderna é cada vez mais colaborativa, e avanços como esses somente são possíveis graças à dedicação de toda a equipe e à integração de diferentes competências científicas. Também é importante reconhecer o papel fundamental das agências de fomento e das instituições que apoiam a pesquisa no Brasil. Gostaria de agradecer especialmente à FAPESP, por meio de projetos individuais e, mais recentemente, do CEPID CEMol, ao CNPq e à USP. Esse apoio tem sido essencial para a consolidação das nossas pesquisas, para a aquisição de infraestrutura avançada e para a formação de recursos humanos altamente qualificados, que serão responsáveis por desenvolver as tecnologias energéticas do futuro”, conclui o pesquisador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário global marcado pela urgência da transição energética e pela necessidade de reduzir emissões de carbono, avanços como esses representam passos importantes rumo a uma sociedade mais sustentável, resiliente e ambientalmente responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse o link para conferir a pesquisa – <a href="https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/06/Manuscript-1.pdf">Synergistic Co3O4 Surface Engineering of BiVO4 Photoanodes for Enhanced Photoelectrochemical Water Splitting (ACS Applied Energy Materials)</a> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse o link para conferir a pesquisa – <a href="https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/06/Manuscript-2.pdf">Solar Hydrogen Evolution Boosted by Cu and Pt Single-Atom Sites Anchored on g-C3N4 via Magnetron Sputtering Deposition</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://jornalpp.com.br/noticias/cidades/cientistas-da-usp-em-sao-carlos-dao-passo-decisivo-para-tornar-o-hidrogenio-verde-mais-eficiente-e-acessivel/">https://jornalpp.com.br/noticias/cidades/cientistas-da-usp-em-sao-carlos-dao-passo-decisivo-para-tornar-o-hidrogenio-verde-mais-eficiente-e-acessivel/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Unicamp cria calculadora que transforma resíduos do agro em créditos de carbono e energia</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/unicamp-cria-calculadora-que-transforma-residuos-do-agro-em-creditos-de-carbono-e-energia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 18:34:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56822</guid>

					<description><![CDATA[Ferramenta estima emissões evitadas e potencial de geração de créditos a partir de resíduos como casca de laranja, bagaço de maçã, palha de cana e pó de café Resíduos da agroindústria que normalmente seriam descartados, como cascas de frutas, bagaço de maçã, palha de cana-de-açúcar, pó de café e sementes de açaí, podem se transformar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Ferramenta estima emissões evitadas e potencial de geração de créditos a partir de resíduos como casca de laranja, bagaço de maçã, palha de cana e pó de café</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Resíduos da agroindústria que normalmente seriam descartados, como cascas de frutas, bagaço de maçã, palha de cana-de-açúcar, pó de café e sementes de açaí, podem se transformar em fonte de energia renovável e créditos de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ajudar empresas e produtores a medir esse potencial, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram a calculadora Biomassa_Compensa, uma ferramenta gratuita que estima a pegada de carbono evitada e os créditos de carbono gerados a partir do tratamento desses materiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Disponível online, o sistema permite que usuários informem o tipo e a quantidade de resíduo orgânico que desejam tratar para obter uma estimativa imediata das emissões de gases de efeito estufa que podem ser evitadas. A plataforma também traduz os resultados em indicadores mais simples, como o equivalente em árvores plantadas, carros retirados das ruas ou horas de voo compensadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a coordenadora do projeto, a professora Tânia Forster Carneiro, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, a ferramenta nasceu a partir de anos de pesquisas sobre o aproveitamento energético de resíduos agroindustriais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A calculadora surgiu para centralizar dados dispersos em teses acadêmicas. Se o proprietário de um restaurante, de uma pequena indústria alimentícia ou de uma agroindústria deseja avaliar a viabilidade de produzir biogás e bioenergia a partir de sua biomassa, a ferramenta oferece uma resposta rápida, precisa e baseada em dados científicos”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resíduos podem virar energia e renda</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O software foi desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Bioengenharia, Tratamento de Águas e Resíduos (Biotar) e reúne informações obtidas em estudos sobre diversos tipos de biomassa residual, incluindo bagaço de maçã, casca de laranja, resíduos da indústria cafeeira, sementes de açaí e palha de cana-de-açúcar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta é mostrar que esses materiais, muitas vezes tratados apenas como passivos ambientais, podem gerar valor econômico por meio da produção de biogás, energia elétrica, energia térmica e créditos de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, boa parte dos resíduos orgânicos da agroindústria ainda é destinada a aterros sanitários. No entanto, especialistas avaliam que o avanço das regulamentações ambientais deve aumentar a demanda por soluções de reaproveitamento e valorização desses materiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crédito de carbono maior que o reflorestamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos diferenciais da ferramenta está na capacidade de calcular os benefícios climáticos do tratamento da biomassa. Isso porque a decomposição de resíduos orgânicos em aterros gera metano, um gás de efeito estufa com potencial de aquecimento global cerca de 29 vezes superior ao do dióxido de carbono (CO₂).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao capturar esse metano e convertê-lo em energia por meio de biodigestores, é possível evitar emissões significativas e gerar créditos de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a professora Tânia Forster, essa estratégia pode ter impacto climático superior ao de algumas iniciativas tradicionais de compensação ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando você trata o resíduo, evita que o metano seja liberado na atmosfera. Isso pode gerar um crédito de carbono permanente e com potencial de compensação maior do que o plantio de árvores, porque o metano tem um efeito muito mais intenso sobre o aquecimento global”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ferramenta mira agroindústria de alimentos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Unicamp, a Biomassa_Compensa preenche uma lacuna no mercado ao focar especificamente em resíduos da agroindústria de alimentos, como cascas, sementes e bagaços. A maioria das calculadoras disponíveis atualmente concentra-se em resíduos pecuários, biocombustíveis ou grandes commodities agrícolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa é que a tecnologia seja utilizada por grandes indústrias, cooperativas, pequenas agroindústrias, restaurantes e produtores rurais que desejam avaliar a viabilidade econômica de investir em sistemas de tratamento de resíduos e geração de energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da versão aberta ao público, a universidade também prevê a customização da ferramenta para empresas interessadas em analisar resíduos específicos ou integrar os cálculos a seus sistemas de gestão ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os pesquisadores, a iniciativa pode contribuir para acelerar a transição energética e ampliar o aproveitamento sustentável dos resíduos gerados pelo agronegócio brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://www.canalrural.com.br/agricultura/unicamp-cria-calculadora-que-transforma-residuos-do-agro-em-creditos-de-carbono-e-energia/">https://www.canalrural.com.br/agricultura/unicamp-cria-calculadora-que-transforma-residuos-do-agro-em-creditos-de-carbono-e-energia/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SP Conecta reúne lideranças para debater economia verde, saneamento e resiliência hídrica em São Paulo</title>
		<link>https://investsp.org.br/noticias/sp-conecta-reune-liderancas-para-debater-economia-verde-saneamento-e-resiliencia-hidrica-em-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mario Jorge Trivelato]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:59:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Releases]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://investsp.org.br/?p=56773</guid>

					<description><![CDATA[Encontro reunirá representantes do poder público, investidores, empresas, academia e especialistas para discutir soluções sustentáveis, financiamento verde e estratégias para fortalecer a competitividade ambiental do Estado de São Paulo Nos dias 16 e 17 de junho, a InvestSP, agência de promoção de investimentos vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e a Secretaria de Meio Ambiente, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Encontro reunirá representantes do poder público, investidores, empresas, academia e especialistas para discutir soluções sustentáveis, financiamento verde e estratégias para fortalecer a competitividade ambiental do Estado de São Paulo</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias 16 e 17 de junho, a InvestSP, agência de promoção de investimentos vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) realizam o Fórum SP Conecta: Economia Verde, Saneamento e Resiliência Hídrica. O encontro acontece em meio às comemorações do Mês do Meio Ambiente e reunirá lideranças do setor público e privado, investidores, especialistas, representantes da academia e organizações da sociedade civil para discutir soluções, inovação e oportunidades de investimento voltadas ao desenvolvimento sustentável, à segurança hídrica e à economia verde no Estado de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fórum também representa um desdobramento da Agenda SP+Verde, iniciativa do Governo do Estado voltada à promoção de políticas, projetos e investimentos alinhados à sustentabilidade, à transição ecológica e ao desenvolvimento econômico sustentável. A proposta é ampliar o diálogo entre setor público, iniciativa privada e sociedade civil em torno de estratégias capazes de fortalecer a competitividade ambiental paulista e acelerar soluções para os desafios climáticos e de infraestrutura verde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma programação estruturada em painéis temáticos, o SP Conecta busca promover um ambiente de diálogo qualificado, articulação institucional e networking estratégico, fortalecendo o posicionamento de São Paulo como referência nacional em sustentabilidade, inovação ambiental e investimentos de impacto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“São Paulo reúne ativos estratégicos, capacidade institucional e um ambiente de negócios favorável para liderar esse movimento no Brasil e na América Latina. O SP Conecta foi concebido justamente para aproximar governos, empresas, investidores, academia e sociedade civil, fortalecendo parcerias e acelerando soluções que contribuam para a resiliência climática, a segurança hídrica e a competitividade sustentável do Estado”, afirma a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), Natália Resende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“São Paulo tem todas as condições para se consolidar como o principal polo de investimentos em economia verde, infraestrutura sustentável e inovação ambiental da América Latina. O SP Conecta foi estruturado para aproximar investidores, empresas, setor público e especialistas, criando um ambiente favorável à geração de negócios, parcerias e projetos capazes de acelerar a transição sustentável e ampliar a competitividade do Estado”, acrescenta Rui Gomes, presidente da InvestSP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 16 de junho, o foco será a economia verde. Entre os temas em debate estão a transformação da restauração ambiental em ativo escalável de investimento, os instrumentos de mercado ligados a carbono e ativos ambientais, modelos de negócios sustentáveis, integração entre inovação, pesquisa aplicada e desenvolvimento econômico, além das oportunidades para ampliar a competitividade paulista na agenda verde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no dia 17 de junho, os debates serão voltados à segurança hídrica e saneamento, com destaque para infraestrutura hídrica prioritária, modelos de financiamento e concessões, governança regulatória, segurança jurídica e inovação para a universalização do saneamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos painéis, o SP Conecta contará com momentos dedicados ao networking entre empresas, investidores, gestores públicos e especialistas, incentivando conexões estratégicas e o desenvolvimento de projetos voltados à transição sustentável no Estado de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço: SP Conecta – Edição Economia Verde, Saneamento e Resiliência Hídrica</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Data:</em></strong> 16 e 17 de junho de 2026</li>



<li><strong><em>Horário:</em></strong> 16/6, das 14h às 18h | 17/6, das 9h30 às 12h30</li>



<li><strong><em>Local:</em></strong> Auditório da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – Avenida Escola Politécnica, 82, Jaguaré, São Paulo/SP</li>



<li><strong><em>Inscrições:</em></strong> <a href="https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=T-Syi1aESE6Tx6nG-VAlIF2svkle_HVIihZVvV4oKwBUMERIRVY3UklRUU1LMFlJWTQ3TTkyWlRNMi4u">https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=T-Syi1aESE6Tx6nG-VAlIF2svkle_HVIihZVvV4oKwBUMERIRVY3UklRUU1LMFlJWTQ3TTkyWlRNMi4u</a></li>



<li><em><strong>Programação:</strong></em> <a href="https://investsp.org.br/forum-sp-conecta/">https://investsp.org.br/forum-sp-conecta/</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
